A escola ocupa um papel essencial no desenvolvimento de estudantes com Dupla Excepcionalidade(2E). Na perspectiva da Teoria Bioecológica de Bronfenbrenner, esse contexto constitui um dos principais microssistemas, pois é nele que as interações diárias com professores, colegas e profissionais podem favorecer o reconhecimento de potencialidades e a oferta de apoios adequados.
O estudo de Lopes et al. (2023) demonstra que intervenções individualizadas, o fortalecimento dos vínculos e a atuação articulada entre o Atendimento Educacional Especializado (AEE), a equipe escolar e a família ampliam as oportunidades de participação, aprendizagem e desenvolvimento do estudante com Dupla Excepcionalidade (2E).
A dupla excepcionalidade pode representar um desafio de identificação, especialmente quando características das Altas Habilidades/Superdotação e do Transtorno do Espectro Autista se aproximam, se sobrepõem ou são interpretadas de forma isolada.
Compreender essa coexistência exige um olhar ampliado para o indivíduo, considerando não apenas suas dificuldades, mas também suas habilidades, potencialidades e diferentes formas de aprender e interagir.